quinta-feira, 19 de março de 2015

Gloster Edu







O Gloster Edu é uma plataforma versátil, simples, fácil e intuitiva que permite a criação de glogs, ou seja, de cartazes multimédia. Pode ser utilizada por professores e alunos, em todas as disciplinas do currículo. A diversidade de elementos multimédia que suporta, “just mix what you want”, “Your creativity has no limit”, constitui uma enorme vantagem, por ir ao encontro das diferentes formas de aprender dos alunos de uma forma criativa e divertida, em ambiente seguro.
A página apresenta sete separadores: Glogs, classes, students, projets, portfolios, presentations e messages.
O primeiro, além da criação de glogs, permite o acesso à Glogpedia, na qual, além  do registo dos favoritos, é possível visionar templates, recursos e ferramentas de aprendizagem para todas as disciplinas, entre as quais se encontram planos de aula, jogos e wikis, passíveis de serem utilizados.
O professor pode abrir um espaço de aula e adicionar os seus alunos,  interagindo com eles, quer individualmente quer em grupo. Em ambos os casos, estes são notificados automaticamente. A elaboração de projectos permite que o docente supervisione todos  os trabalhos realizados.
A construção de portefólios apresenta-se como uma compilação dos glogs dos alunos em slideshow e permite a posterior partilha com os diferentes interessados no desenvolvimento destes trabalhos, comunidade escolar, pais e encarregados de educação, e as apresentações, através de um click, mostram um olhar mais detalhado de cada glog individualmente. Todos os glogs podem ser partilhados no twitter, facebook e pinterest.

Decididamente uma ferramenta magnifica que potencia o trabalho colaborativo, … mas, por enquanto só em inglês.


Aula Saramago

sábado, 7 de março de 2015


A biblioteca escolar e a web 2.0?

A Biblioteca 2.0, como afirma Maness (2007), constitui  uma comunidade virtual centrada no utilizador, que deixa de consumir exclusivamente conteúdos para passar a produzi-los, editá-los, organizá-los e a classificá-los também. Segundo o mesmo autor, para além desse centramento no utilizador, a biblioteca 2.0 oferece uma experiência multimédia; é socialmente rica, permitindo a comunicação síncrona e assíncrona entre utilizadores e entre estes e o bibliotecário; comunitariamente inovadora, dado  não se limitar a mudar com a comunidade, mas possibilitar que esta a mude.

A Biblioteca Escolar, pela importância que assume na mudança de paradigma educacional , não pode alhear-se das potencialidades oferecidas pela web 2.0, antes deve integrá-las e ampliá-las de forma a tornar mais eficaz o acesso à informação e à construção do conhecimento, factores determinantes  para o sucesso educativo e para a vivência plena da cidadania.

Neste contexto,  é fundamental que a biblioteca se presentifique à medida da necessidade do utilizador e, se é verdade que a biblioteca escolar ainda não responde sincronamente, através de chat, por exemplo,  a um utilizador que se encontra à distância, também é verdade que os professores bibliotecários desenvolvem esforços para acompanhar  as inovações tecnológicas e utilizar os recursos da web 2.0. Hoje, a generalidade das bibliotecas escolares têm páginas no facebook  e no blog, têm uma conta diigo, utilizam o youtube ou mesmo o wiki. Pela minha experiência, enquanto elemento da equipa de uma biblioteca escolar, constato que a utilização destas ferramentas raramente constitui uma oportunidade de  interacção com o utilizador, trata-se quase sempre de uma comunicação unívoca, no sentido do professor bibliotecário para o utilizador.

A biblioteca devia apresentar-se, como afirma Maness (2007), enquanto
um interface de rede social que o utilizador desenha um lugar onde alguém pode não apenas procurar livros e revistas, mas interagir com uma comunidade, com um bibliotecário e compartilhar conhecimento e entendimento com eles (p.49).

Para essa mudança há sempre um conjunto de circunstâncias externas à biblioteca que tendencialmente todos evocam. Acredito que, independentemente da ampliação do uso de ferramentas digitais;  da contribuição para que os imigrantes digitais, os professores, se sintam mais seguros na utilização das novas tecnologias; ou mesmo no envolvimento ativo de todos os atores da comunidade escolar; é crucial  que a biblioteca divulgue as suas boas práticas, pois são estas que, pela sua eficácia comprovada, podem ser o verdadeiro motor da mudança.



Furtado, Cassia Cordeiro. (Jul/Dez 2009). Bibliotecas Escolares e Web 2.0: revisão da literatura sobre o Brasil e Portugal, Em Questão, Porto Alegre, Vol.15, n.º2, 135-150.
Maness, Jack M. (Jan/Abr. 2007). Teoria da Biblioteca 2.0: Web 2.0 e suas implicações para as bibliotecas, Informação & Sociedade, Vol. 17, n.º 1, 43-51